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A startup quer mudar a receita do mercado de restaurantes
Por Administrador
Publicado em 01/11/2026 20:53
Geral

(Imagem: WTOP News | Reprodução)

Imagine você, com fome, numa sexta-feira à tarde. Você abre um app, tem mais de 700 opções de refeições, de cerca de 30 restaurantes diferentes e sabe que, se quiser variar, todas chegarão ao mesmo tempo na sua casa.

Essa é a proposta da Wonder, startup do empresário Marc Lore que possui locais que operam basicamente como uma “praça de alimentação de shopping”, combinando tecnologia, cozinhas automatizadas e delivery para tentar mudar a forma como os americanos comem.

A ideia surgiu em 2018 

Após vender a Quidsi para a Amazon em 2010 por US$ 550 milhões e, quase seis anos depois, o e-commerce Jet.com ao Walmart por US$ 3,3 bilhões, Lore apostou em vans com cozinhas móveis. A ideia inicial era preparar refeições perto dos consumidores, mas o formato não funcionou.

(Imagem: Wonder | Divulgação)

A empresa decidiu mudar a estratégia e começou a fazer uma leva de aquisições a partir de 2023. Entre as principais estão:

Durante esse período, decidiu migrar para unidades físicas e um modelo mais centralizado, que reúne dezenas de restaurantes em uma única cozinha.

Os ingredientes são preparados em instalações centrais e enviados às lojas, onde funcionários finalizam os pratos. A promessa é entregar refeições em cerca de 30 minutos, com preços até 30% menores que os de outras plataformas.

(Imagem: @marclore via Instagram

Para que isso aconteça, a automação se tornou uma peça central. Tanto que, no final de 2025, a Wonder desembolsou US$ 186 milhões à Sweetgreen para ter a Infinite Makeline, tecnologia que prepara até 500 bowls (cumbucas) por hora com 68 ingredientes (veja o vídeo ao clicar na imagem ao lado).

Segundo Lore, o sistema pode reduzir os custos de mão de obra em 20% e aumentar a capacidade de cada unidade.

Outro grande apelo da Wonder está na variedade de seu “cardápio”, que inclui conceitos próprios, marcas associadas a chefs famosos como Bobby Flay e José Andrés e até restaurantes conhecidos que, embora sigam operando de forma independente, venderam suas marcas, receitas e propriedade intelectual para a Wonder.

Como a empresa controla a preparação, as lojas (onde as pessoas até podem sentar e comer) e a entrega, consegue reunir pedidos diferentes em uma única operação — sem cobrar taxa de delivery pelo próprio aplicativo. É por isso que Lore afirma que a Wonder não é uma dark kitchen (ou ghost kitchen).

fonte: the news

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