Faz meses que Bernard Arnault, o homem mais rico da Europa e dono do maior grupo de luxo do mundo, começa o dia de trabalho com uma palavra no topo das prioridades — sucessão.
Quem vai vestir a coroa do império? A nova ideia do magnata é juntar duas empresas que hoje concentram as participações dele e da família na LVMH e colocá-las dentro da Christian Dior.
Tá, e o que isso quer dizer? Hoje, o controle da família está espalhado em diferentes empresas. Mas, com a fusão, tudo está prestes a ficar sob um único teto.
Dessa forma, fica bem mais difícil de o grupo ser atacado por investidores de fora — que Arnault chama de "forasteiros" — e mais fácil de os herdeiros continuarem no poder.
Agora escolher um deles já é outra história: Arnault tem 77 anos e nunca escolheu publicamente um sucessor entre seus cinco filhos, todos em cargos importantes nas marcas do grupo.
O líder do império chegou até a criar uma conta no X para publicar uma carta aberta negando qualquer tipo de rivalidade entre herdeiros e para rebater acusações de interferência política na empresa.
Mesmo assim, o tema continua chamando a atenção dos investidores ao redor do mundo.
O timing da passagem de bastão: A LVMH, que há menos de 5 anos era a mais valiosa de toda a Europa, hoje está fora da lista das 10 maiores companhias do Velho Continente.
Se olharmos de 2023 para cá, as ações da gigante do luxo caíram mais de 55%. Só neste ano, os papéis despencaram 37% e voltaram aos níveis da época da pandemia.
Ainda assim, ele segue entre as dez pessoas mais ricas do planeta, com um patrimônio estimado acima de US$ 140 bilhões.