Os Estados Unidos e a Venezuela fecharam, no final de semana, o maior acordo de petróleo da história mundial. Com o pacto, os EUA passam a ser donos dos 17 principais campos petrolíferos da Venezuela, assumindo o controle de +65 bilhões de barris.
A Venezuela abriga a maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris — o equivalente a 17% da oferta global. A negociação pode trazer uma arrecadação de US$ 209 bi para o governo venezuelano.
O acordo vem quase 9 meses depois de forças americanas capturarem Nicolás Maduro. A presidente interina, Delcy Rodríguez, negociou diretamente com o secretário de Estado Marco Rubio e disse que o pacto terá duração de 25 anos.
O que está por trás disso?
A medida surge enquanto Trump enfrenta pressão política com a midterms — eleições do Congresso —, além da alta nos preços da gasolina por conta da guerra com o Irã. O acordo é apresentado pela Casa Branca como a solução para baixar os preços nos EUA.
Marco Rubio chamou o acordo de "grande vitória", prometendo geração de empregos na Venezuela.
Rodríguez afirmou que o pacto preserva a soberania do país e mira elevar a produção para 1,5M de barris/dia.
A nova empresa criada com o acordo vai ser a segunda maior detentora corporativa de reservas de petróleo do mundo, atrás apenas da Saudi Aramco. O petróleo comprado abastecerá a reserva estratégica e o uso militar dos EUA. O texto integral do acordo ainda não foi divulgado.