(Imagem: Ricardo Stuckert | Presidência da República)
Nesta semana, a equipe do governo Lula tem defendido algumas mudanças na economia. A primeira relacionada à pejotização e a segunda voltada ao salário mínimo.
Desincentivo à pejotização
Uma das propostas estuda criar uma contribuição previdenciária para empresas que tenham boa parte dos seus trabalhadores contratados como pessoa jurídica.
Segundo o ministro da Fazenda, um dos objetivos da medida seria diminuir o rombo da previdência. A ideia é combater empresas que contratam funcionários como PJ para não ter contribuição previdenciária.
Aumento do salário mínimo
Ao mesmo tempo, o governo anunciou uma projeção de R$ 1.741 para o salário mínimo de 2027 — um aumento de R$ 120 em relação ao valor atual.
A projeção prevê um ganho acima da inflação, gerando um aumento da renda para quem recebe o piso. A medida é anunciada enquanto 67% dos brasileiros afirmam ter menos poder de compra do que no mesmo período de 2025.
Mas nem tudo são flores… O reajuste pode ter um grande impacto no déficit previdenciário, já que cerca de 45% dos benefícios da Previdência têm valor vinculado ao SM. Ou seja, se ele aumenta, os gastos também aumentam.