Após 2 anos tentando fazer seu IPO, a Shein se lança oficialmente hoje na Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa busca uma avaliação de US$ 27 bilhões para sua oferta pública inicial de ações, que começará a ser negociada no final do mês.
O valor é um recuo de quase 75% comparado aos US$ 100 bi que a varejista chegou a valer em 2022, no auge da pandemia de e-commerce. A companhia pretende captar cerca de US$ 2 bi na operação.
O número reflete a resistência de investidores a uma meta anterior de US$ 30 bi, valor esperado após as tentativas fracassadas de IPO em Nova York e Londres.
O IPO chega em um momento delicado para a empresa. No último ano, a receita da Shein cresceu apenas 8%. Somado a isso, neste 1º tri, a empresa teve um prejuízo de US$ 99 milhões, revertendo o lucro de US$ 395 milhões que havia feito um ano antes.
Parte da desaceleração veio do fim da isenção americana de impostos para encomendas de baixo valor vindas da China, somado a uma nova “taxa das blusinhas” da União Europeia. A guerra no Oriente Médio também encareceu o transporte de mercadorias, pressionando as margens.
O pano de fundo: Metade das ações oferecidas pela empresa já estão reservadas para os atuais acionistas da companhia.