Filho de peixe, peixinho é… Mas, no caso de Phoebe Gates, filha de 23 anos do fundador da Microsoft, a entrada no mundo tech veio acompanhada de uma polêmica no Vale do Silício.
A jovem fundou a Phia, uma AI de compra de roupas que se integra a navegadores — como Chrome e Safari — para comparar preços e encontrar ofertas em dezenas de sites de varejo e revenda. Como um skyscanner do mundo da moda.
O esquema envolvia uma prática proibida no mercado, conhecida como cookie stuffing:
Funcionava basicamente como um clique fantasma. Quando você ia finalizar uma compra no celular, a extensão abria uma aba em segundo plano que logo sumia.
Essa aba colocava o link da Phia como se ela tivesse te levado até a loja. Com isso, a startup "roubava" os créditos de outros sites e ganhava comissões de marcas como Walmart, Nike e Zara por vendas que aconteceriam de qualquer jeito.
Após ser notificada pelas investigações, a empresa reconheceu o problema técnico em seu código-fonte — que operava de forma silenciosa desde dezembro — e afirmou que a falha já foi corrigida.
Zoom out: Mesmo com o escândalo, não parece preocupar. O app já foi baixado mais de 1,2 milhão de vezes e captou US$ 43,5 milhões de grandes fundos de investimento e celebridades. Hoje, está avaliado em cerca de US$ 185 milhões.