Apesar do número de passageiros ter aumentado 4% no período, a menor quantidade de rotas significa menos ofertas e, consequentemente, maior preço de passagens.
A diminuição de trajetos reforça uma dificuldade que as companhias aéreas têm tido por aqui. Em 2015, o país registrava 0,47 voo per capita, enquanto hoje em dia é de 0,50 — ficando abaixo da média de 0,68 da América Latina.
O atual contexto não é nada animador…
Petróleo: O combustível é responsável por cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas e a alta dos preços do barril tem pressionado o setor, com uma expectativa de queda de 50% nos lucros anuais.
Impostos: O presidente da associação internacional apontou que a nova reforma tributária em fase de transição pode aumentar o preço das passagens no Brasil.
Estima-se que o valor médio das passagens nacionais deve saltar de US$ 130 para US$ 160, enquanto a média dos bilhetes internacionais deverá sair de US$ 740 para US$ 935.
Em abril, o Ministério da Fazenda afirmou que o setor também terá benefícios fiscais e que não é possível fazer estimativas sem levar esses incentivos em consideração. De qualquer modo, as empresas vão precisar de força para decolar.
Stat: Um outro fator de dificuldade das companhias áreas no Brasil são as quantidades de processos que os passageiros movem contras elas. Por aqui, há 1 processo a cada 277 passageiros. Nos EUA, o número é de 1 processo para cada 1,2 milhão.