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Depois de meio século, Emirados Árabes dão “bye bye” à Opep
Por Administrador
Publicado em 29/04/2026 18:10
Geral

 

(Imagem: Karim Sahib | AFP | Getty Images)

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, encerrando sua filiação de mais de 50 anos no grupo, que controla cerca de 40% da oferta global de petróleo.

Por que isso importa: A saída dos EAU, 3ª maior produtora do grupo e responsável por 17% do faturamento da Opep em 2025, tende a trazer mais dificuldade de controlar preços.

O motivo para a saída pode ser facilmente resumido em liberdade. Os Emirados querem produzir mais petróleo sem ficar presos às cotas definidas pelo cartel — e têm capacidade para isso.

Hoje, eles produzem cerca de 3 milhões de barris por dia, mas podem chegar perto de 5 milhões até 2027.

A decisão também ocorre em meio à guerra no Irã e críticas dos Emirados a outros nações árabes por falta de apoio em ataques recentes sofridos pelo país.

Quem comemora são os EUA 

Crítico ferrenho do cartel, a quem acusa de "roubar o mundo", Trump sabe que uma Opep enfraquecida faz com que o grupo perca o poder de calibrar a oferta global, o que pode derrubar os preços a longo prazo.

Olhando para frente: A saída pode gerar um efeito dominó. Com a Opep perdendo um pilar de sua receita, outros membros podem questionar se os benefícios da união ainda superam o custo da soberania sobre suas próprias reservas.

fonte: the news

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