O mercado, que esperava um sinal de moderação dos EUA, foi pego de surpresa pelo tom agressivo de Donald Trump.
Em vez de sinalizar trégua, o presidente dobrou a aposta: disse que os EUA vão intensificar os ataques nas próximas semanas e ameaçou atingir a infraestrutura do Irã, levando o país “de volta à Idade da Pedra”.
No fim, o discurso do presidente na quarta-feira serviu como combustível para que o barril de petróleo saltasse quase 8% ontem, chegando a US$ 109.
A ameaça não ficou apenas no discurso. Horas depois, os EUA atacaram uma ponte estratégica no Irã, ampliando o escopo da guerra.
O Pentágono afirmou que o alvo era militar — bloquear mísseis. Mas Trump usou o desmoronamento como aviso: "É hora do Irã fazer um acordo antes que seja tarde demais".
O Irã negou enfraquecimento militar e respondeu às falas de Trump com ataques em direção a Israel, além de lançar mísseis contra os Emirados Árabes e a Arábia Saudita.
Bottom-line: Enquanto EUA e Irã escalam as ameaças, cerca de 40 países tentam viabilizar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que autorize o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz.