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Dose dupla: GPA e Raízen jogam a última carta para estancarem dívidas bilionárias
Por Administrador
Publicado em 11/03/2026 16:12
Geral

(Imagem: O Globo)

Grupo Pão de Açúcar e a Raízen, duas das maiores empresas do país, tiveram uma terça-feira nada agradável. Ambas estavam há algum tempo em situações complicadas, e, ontem, oficializaram seus pedidos de recuperação extrajudicial.

Diferente da judicial, a recuperação extrajudicial acontece quando a companhia já chega ao tribunal com um acordo prévio costurado com seus principais credores.

Na prática, as empresas sentaram com os "donos da dívida" — bancos e investidores que emprestaram dinheiro — e disseram: "Olha, eu não consigo pagar tudo que eu devo agora, mas se vocês me derem mais alguns anos e baixarem os juros, eu garanto o pagamento e continuo operando".

GPA, o Grupo Pão de Açúcar

O pedido do grupo dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra engloba a renegociação de uma dívida que soma cerca de R$ 4,5 bilhões. O movimento deve dar fôlego ao caixa.

Só para ter ideia, o GPA queima caixa há mais de quatro anos. Em 2025, o fluxo de caixa livre operacional somou R$ 669 milhões, insuficiente para pagar o custo da dívida, de R$ 920 milhões.

Raízen, a joint venture entre Cosan e Shell

A gigante do setor de energia e combustíveis não resistiu à pressão e entrou com um pedido de RE para renegociar uma dívida que atinge a marca dos R$ 65 bilhões.

Para tentar tapar o buraco e ajudar na saúde financeira, os sócios estão costurando uma capitalização de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bi da Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto, dono da Cosan.

No entanto, o próprio presidente da Cosan já avisou que os R$ 4 bi não serão suficientes. A expectativa é que a Raízen continue se desfazendo de ativos.

fonte: the news

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