Após o ataque conjunto de EUA e Israel que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei — clique aqui se você ficou off no final de semana —, o Irã acordou sob um comando dividido e incerto.
De um lado, o regime tenta se manter de pé com uma liderança interina. Do outro, a oposição no exílio vê a chance de ouro para retomar o país.
Quem é o sucessor imediato? Seguindo a Constituição, o poder caiu nas mãos de um Conselho de Liderança Interino. O homem forte dessa transição é o Aiatolá Alireza Arafi, um clérigo de linha dura que foi eleito líder supremo interino.
(Imagem: Khamenei ir | Reprodução)
Junto ao presidente Masoud Pezeshkian e ao chefe do Judiciário, Arafi tem a missão de escolher um sucessor definitivo em até 48 horas. Eles tentam manter a ordem interna e coordenar a retaliação militar contra Israel e as bases americanas no Golfo.
Aos 65 anos, Pahlavi é filho do Xá derrubado em 1979. Ele não reconhece o conselho de Arafi e já apresentou o "Manual da Fase de Emergência" para reconstruir o país em seis meses. Para ele, o ataque foi uma "intervenção humanitária" e a chance de instaurar um sistema livre.
A visão dos EUA: O presidente americano afirmou que a operação está "adiantada em relação ao cronograma" e que 48 líderes iranianos foram eliminados de uma só vez.
Trump ainda disse à The Atlantic que os líderes interinos já sinalizaram disposição para retomar as negociações: “Eles querem conversar, e eu concordei. Deveriam ter feito isso antes, esperaram demais”.