Bye bye, Tio Sam. Os EUA, país constantemente ligado a uma forte imigração de estrangeiros, têm vivido um movimento curioso e um tanto quanto raro em seus quase 250 anos: a emigração em massa.
Em 2025, pelo menos 180 mil americanos se mudaram para o exterior — número recorde. Ao todo, estima-se que até 9 milhões de americanos vivam hoje como expatriados. Os destinos são variados:
Portugal: A comunidade americana saltou de 4,7 mil em 2020 para 26 mil em 2025.
Irlanda e Reino Unido: Os pedidos de cidadania britânica bateram recorde, com alta de 42% em relação ao ano anterior.
México: Tornou-se o refúgio para idosos que buscam casas de repouso de baixo custo.
Por que ir embora? Os motivos variam entre o custo de vida elevado nos EUA e a busca por redes de proteção social europeias, além de um clima político polarizado que afasta, especialmente, o público feminino.
Para se ter ideia do tamanho do movimento, essa é a primeira vez desde 1935 (período da Grande Recessão) que mais pessoas deixaram os EUA do que entraram.
A migração líquida ficou negativa em 150 mil pessoas, muito por conta também das 675 mil deportações e 2,2 milhões de "autodeportações".