O Zé Delivery quer abastecer o seu copo e o seu prato. O app da Ambev estuda entrar na guerra das refeições para competir com iFood, 99 Food e a Keeta.
Após testar uma parceria curta com a Rappi no ano passado, a empresa decidiu que prefere jogar sozinha. A ideia agora é esperar o embate entre as possíveis rivais — que estão queimando bilhões em cupons — para ingressar no mercado entre o fim de 2026 e o início de 2027.
A relevância: Estamos falando de um mercado que já movimenta mais de R$ 20 bilhões ao ano por aqui. Com a entrada do Zé Delivery, a Ambev quer abocanhar parte desse valor — o que pode diminuir a hegemonia do iFood, que domina mais de 50% do delivery brasileiro.
Hoje, o Zé Delivery conta com 5,6 milhões de usuários ativos mensais e já é o maior fornecedor de insumos para bares e restaurantes via app Bees.
A aposta da empresa será oferecer taxas menores para os restaurantes que já compram cerveja e refrigerantes com eles.
O grande laboratório será a Copa do Mundo de 2026. O Zé Delivery planeja usar o evento — o ápice de consumo de bebidas no Brasil — para testar o cross-selling de refeições em larga escala.