Redes tradicionais e restaurantes cult passaram a tratar o supermercado como uma nova frente de negócio, querendo conquistar o público fiel também nas refeições do dia a dia.
Um exemplo é o White Castle, rede americana famosa pelos mini-hambúrgueres. Hoje, os produtos vendidos em supermercados representam cerca de 25% da receita total da empresa.
Momofuku, grupo conhecido por misturar alta gastronomia com cultura pop, faturou US$ 67,5 milhões em 2024 com os alimentos embalados.
O Rao’s, restaurante italiano de NYC, transformou o famoso molho de tomate em um item do mercado. O negócio ficou tão grande que a marca foi vendida por US$ 2,7 bi.
Aqui no Brasil, Madero, com suas batatas fritas congeladas, e Spoleto, com suas massas, são dois bons exemplos de restaurantes adotando essa postura.
No pano de fundo, o avanço dos alimentos prontos explica essa tendência dos restaurantes. Em 2024, esse mercado movimentou mais de US$ 1 trilhão globalmente. Pense que, agora, os restaurantes passam a disputar um dinheiro que antes não alcançavam: o gasto para refeições feitas em casa.