A Avenida Paulista já foi decretada morta algumas vezes. Perdeu bancos para a Faria Lima, viu escritórios esvaziarem no pós-pandemia e virou sinônimo de vacância alta e insegurança com o alto índice de assaltos.
Para se ter uma ideia, em 2023, 18% dos prédios corporativos estavam vazios, contra só 6% na Faria Lima.
Mas isso tem mudado desde então. De lá para cá, a vacância caiu para 7,8%, puxada pela volta do trabalho presencial e, principalmente, pelo retorno de empresas para o endereço — casos de Petrobras e Bradesco Seguros.
Com mais empresas e a taxa de criminalidade caindo mais de 30%, grandes lojas-vitrine passaram a integrar a avenida, desde lojas-conceito da Dexco a marcas populares como Torra e Lojas Mel.
No mês passado, chegaram a Livraria da Vila e a Galeria Magalu — esta última com expectativas de que a unidade venda o equivalente a 10 lojas tradicionais, impulsionada pelos 1,5 milhão de pessoas que passam ali todos os dias.
(Imagem: Magalu)
A Paulista não voltou a ser o centro financeiro do país como era nos anos 2000, mas tem se reinventado para retomar a sua relevância.